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09/08/2018

“Metas inalcançáveis acabam colocando as chefias imediatas no papel de assediadoras”, diz psicóloga da APCEF em SIPAT

Maria Isabel no LíderA de 2017

Maria Isabel no LíderA de 2017

A psicóloga da APCEF Maria Isabel Perez Mattos participou, na semana passada, da Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho (SIPAT), no Setor Jurídico em Porto Alegre. Para ela, que trabalha com psicologia jurídica na área de acidente de trabalho, há um número crescente de afastamentos decorrentes de metas irrealistas dentro do banco.

“Conversamos sobre o fato de que pessoas com adoecimentos remissionais, que precisam se afastar do trabalho, em geral não são casos de simulação, embora isso exista. Minha experiência clínica com essas pessoas, entretanto, mostra que é bastante prevalente a depressão, os transtornos bipolares, transtornos de estresse pós-traumático, transtornos do pânico e Síndrome de Burnout. Essas pessoas afastadas da vida laboral não estão felizes, e gostariam de estar bem no ambiente de trabalho”, relatou a psicóloga.

Mattos, que atende também pelo Saúde Caixa, diz que quando há dificuldades no ambiente de trabalho há reflexos muito significativos na vida das pessoas – já que essa esfera da vida é responsável em grande parte pela formação da identidade pessoal de do sentimento de produtividade.

No evento, empregados/as discutiram sobre os tipos de assédio moral, sobre a importância de treinamentos de liderança e de equipes, além de gestões em que se trabalha o diálogo entre os diferentes níveis hierárquicos. “Que se possa levar em conta o todo, pois o projeto institucional não é sustentável se não se conseguir equilibrar diferentes atores do contexto de trabalho e produção”, resumiu a psicóloga.

Sobre o assédio moral, Mattos diz que trata-se de algo que precisa ser interrompido imediatamente. “Essas metas têm que ser trabalhadas de maneira realista e é preciso haver avanços tecnológicos que auxiliem as pessoas, que estejam adequados ao sujeito humano que exerce sua rotina. Certamente metas irrealistas favorecem o assédio moral, e, por consequência, o afastamento do trabalho por motivo de doença emocional – ou mesmo orgânica, já que as doenças psicossomáticas costumam estar associadas a sofrimentos estressores reais. Isso tem que ser contabilizado pela empresa porque o número de afastamentos só cresce”, explica.

O evento foi conduzido pela diretora de Formação para o Bem Comum da APCEF, Simoni Fernandes Medeiros e pelo presidente da CIPA do Juridico/Edifício Corporativo, Rafael Balestrin. Simoni avalia que a discussão foi “muito positiva em relação ao combate ao assédio moral”. “A APCEF foi destacada e foi comentado pela psicóloga o trabalho efetuado no Líder A. Falamos sobre a situação atual de pressão do capital, com redução de pessoal na Caixa, metas e aumento de demandas de trabalho que levam inevitavelmente ao assédio moral. Ficou claro que isse ocorre em um efeito dominó no qual a peça inicial começa na cúpula do atual governo e o jogo segue para matriz da Caixa, que distribuí seu efeito nefasto por todas as filiais. O  resultado final da palestra foi muito positivo, deixando evidente a necessidade de diálogo e de continuidade de ações como essa para maior íntegração e reconhecimento da Caixa para além do capital, como uma empresa de pessoas para pessoas", afirmou a diretora.

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