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09/01/2019

Rincão Gaia e o legado de Lutzenberger

Visitar o Rincão Gaia é o sonho de muitas pessoas. Mas, para o grupo que está escrevendo o livro A Vida e Obra do ambientalista José Lutzenberger, é imprescindível, e talvez seja necessário visitar mais de uma vez este recanto situado próximo a Pantano Grande.  Sábado, dia 05 de janeiro,  foi este grande dia, de pisar numa área que estava  totalmente degradada há 30 anos pela extração mineradora. Lutz colocou em prática valores e conhecimentos sobre preservação do meio ambiente. O sonho cria raizes, contagia outras pessoas que abraçam a ideia. Pronto, nasceu o refúgio. Deixar a natureza agir e saber que a grama é uma das primeiras vegetações que surge do nada, junto com as ervas teimosas que aguardam no seio da terra a oportunidade para germinar. Elas preparam o solo, guardam a umidade, trazem pequenos animais, depois nascem pequenos arbustos; em seguida, dão lugar às primeiras árvores que mudam o clima, trazem frescor; essas estão de passagem, cumprem o seu papel para deixar nascer as demais que são de longa vida. É o milagre da acontecendo, onde a própria natureza se reabilita, constrói e coloca vida ao meio ambiente.
 
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E foi assim, que o grupo da Oficina de Criação Literária Alcy Cheuiche passou um dia agradável, recepcionado pela filha, Lara Lutzenberger, que acompanhou o pai ambientalista em viagens pelo mundo e presenteou o grupo com emoções e informações valiosas. O passeio pelo sítio foi guiado e ricamente ilustrado pelas palavras de  Alexandre  Rates de Freitas que falou com conhecimento e profundo respeito ao trabalho desenvolvido.
De brinde, depois do almoço, as crianças da Lara tocaram músicas para os visitantes. Ouvimos o Boi Barroso com o gaiteiro Maurício, de onze anos, acompanhado da Jasmim, com oito anos, ao violão. E mais algumas músicas alegremente tocadas pelos jovens artistas.
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Foram visitados diversos espaços com sua vegetação variada,  lagos, estufas de plantas, a casa estilo toca , minimamente planejada em harmonia com a natureza, onde o ambientalista morava quando não estava viajando pelo mundo palestrando e se expressando na língua mais adequada, pois dominava além do português, o alemão, inglês, francês e o espanhol. A parada foi na  oca, inspirada na arquitetura indígena, povo que Lutzenberger muito respeitava pelo seu grande saber em preservar a natureza,  e portanto,  a vida. A oca é um  lugar incrivelmente fresco, mesmo nos dias de calor, pela ventilação e altura. Posicionados em forma de roda, sentados, admirando a obra de reprodução dos índios, a vivência foi enriquecida pela mediação do guia. A visita incluiu o local onde Lutz  está enterrado,  desde 14 de maio de 2002,  de acordo com sua  escolha e determinação, fazendo brotar árvores ao redor. O momento foi de emoção e louvor à vida e de cada espécie. Fica visível a admiração e o reconhecimento do homem que lutou pela preservação da natureza e o agradecimento pelo seu legado.
 
As fotos ilustram um pouco o que se pode ver e viver. As visitas devem ser agendadas, o almoço é delicioso. Vale a pena conhecer!
 
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