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28/08/2019

Queimadas na Amazônia: nas ruas e no meio científico, reação à política ambiental de Bolsonaro

Mayke Toscano/Secom-MT

Na semana passada, o dia escureceu repentinamente na maior cidade do Hemisfério Sul. Um corredor de fumaça transportou o produto das queimadas na Floresta Amazônica até São Paulo, e, na cidade, a fuligem se juntou à umidade de uma frente fria que vinha do sul. A cor do céu – parecia anoitecer às 15h – rendeu imagens que estiveram nas capas dos mais importantes jornais do planeta.

Milhares de quilômetros ao norte, boa parte da Amazônia ardia. Neste mês, até o dia 24, foram registrados 78.383 mil focos de incêndio no país, 84% a mais que no mesmo período de 2018. Na mais importante floresta equatorial do mundo estiveram 52% dos focos totais, o maior percentual já registrado para o bioma desde o início das medições do Inpe, em 2003.

No sábado, milhares de pessoas se reuniram nas maiores capitais do Brasil para protestar contra a política ambiental do governo de Jair Bolsonaro e para pedir mais esforços na defesa da floresta. Ao mesmo tempo, grupos se reuniram em frente às embaixadas brasileiras em diversos países. Em Porto Alegre, milhares de manifestantes se reuniram no Parque da Redenção. No Rio Grande do Sul, Caxias do Sul e Santa Maria também tiveram atos.

Enquanto Bolsonaro e seus ministros reagiam com inverdades e insultos a chefes de Estado como Emmanuel Macron, da França – e mesmo à sua esposa Brigitte Macron, em um comentário misógino que indignou a opinião pública nos dois países –, grupos de diversas esferas começaram um movimento de resistência em defesa da Amazônia. A reação do governo às queimadas, em âmbito internacional, chegou a ser caracterizada como “o maior desastre da história diplomática brasileira das últimas décadas”, e alguns países e empresas já ensaiam sanções econômicas a produtos de exportação do Brasil (LINK).

Um grupo de pesquisadoras e pesquisadores de mais de 50 universidades da América Latina e da Europa assinou um documento que está sendo divulgado também em espanhol, francês, inglês e italiano. A iniciativa é do Grupo de Trabalho Ecologia Política do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (CLACSO).

O texto diz que o desmatamento é “intensificado” pela “política criminosa” do governo Bolsonaro. "No governo Bolsonaro, seus ministros sistematicamente perseguem aos funcionários e agentes de fiscalização ao mesmo tempo em que cortam os recursos para as operações de comando e controle da lei, por exemplo, cortando os recursos e autonomia do Ibama bem como o apoio da polícia federal para operações ambientais”, diz a declaração, assinada por centenas de cientistas.

“Certamente o plano sistemático de destruição da Amazônia não começou com Bolsonaro e nem se restringe ao seu governo, mas desde a sua chegada ao poder, verifica-se um giro perverso de aceleração, intensificação e impunidade”, pontuam pesquisadores/as.

Conheça aqui a versão completa da Declaração.

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