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21/11/2019

Venda das áreas mais rentáveis da Caixa pode comprometer investimentos sociais, denuncia a campanha #ACaixaÉTodaSua

Fenae/Reprodução

O objetivo do governo de Jair Bolsonaro (PSL) e da presidência da Caixa de fatiar as áreas mais lucrativas da instituição e de vendê-las à iniciativa privada já encontra resistência na categoria e na sociedade brasileira. Na terça-feira (19), um protesto na Praça da Alfândega, um dos pontos mais movimentados de Porto Alegre, representou a etapa local da campanha #ACaixaÉTodaSua, que percorre o país denunciando que a privatização dos setores mais rentáveis da Caixa compromete o desenvolvimento econômico e social do Brasil. A atividade é organizada pelas Apcefs e pela Fenae, com apoio dos sindicatos de cada região.

A partir do meio-dia, empregadas e empregados do banco se reuniram para falar à população e a colegas a respeito da importância da Caixa como uma instituição que presta serviços à sociedade brasileira. O presidente da APCEF/RS, Marcello Carrión, conta que percebeu muita receptividade tanto da categoria quanto de pessoas que pararam para acompanhar o ato.

Fenae/Reprodução

“A mobilização para defender o caráter público e social do banco pode partir não só de trabalhadores/as da Caixa, mas da sociedade como um todo, pela necessidade de uma instituição que viabilize as políticas sociais que o povo brasileiro tanto precisa. É através da Caixa que os governos têm a capilaridade para gerenciar essas políticas públicas”, disse Carrión.

A Loteria Instantânea Exclusiva (Lotex) – cuja arrecadação é importante para o investimento governamental em áreas como segurança pública, cultura, esporte, educação e saúde – foi, semanas atrás, entregue a grupos estrangeiros com preço abaixo do valor estimado pelo mercado. Trata-se de um dos exemplos do fatiamento pretendido para a Caixa. O banco destina cerca de 40% de sua arrecadação com loterias para o Estado brasileiro, para que esse valor possa então ser destinado às áreas sociais. Para se ter uma ideia da importância, em 2017 o Fies recebeu cerca de R$ 1,3 bilhões das Loterias. O valor passou para pouco mais de R$ 730 milhões em 2018.

Marcos Todt/APCEF

Em território gaúcho, a Caixa e outros bancos públicos respondem por 68% das agências bancárias em operação, responsáveis ainda por 77% das operações de crédito e por 100% dos financiamentos imobiliários.

Para a diretora de Aposentadas, Aposentados, Previdência e Saúde da APCEF/RS, Célia Zingler – que é também diretora da Região Sul da Fenae –, a mobilização é importante porque trata também dos planos de saúde e dos direitos de quem já se aposentou: “Peço com todo carinho que aposentadas/os como eu saiam de casa, usem a camiseta, divulguem no Facebook e todas as mídias que pudermos defender a Caixa. #ACaixaÉTodaSua, é toda nossa", disse.

Marcos Todt/APCEF

Uma das organizadoras do evento e diretora de Juventude da Federação, Rachel Weber explica que o governo federal pretende, para além das Loterias, fatiar e vender também áreas como Seguros e Cartões. "A gente precisa que essas partes sigam sendo geridas pelo Estado, porque o retorno em financiamento habitacional, Fies, FGTS, volta para todo brasileiro que precisa. Um banco privado não faz esse tipo de serviço", defende.

A mobilização reuniu membros da APCEF/RS, Fenae, AGEA, Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região, Fetrafi/RS, Advocef, Aneac, Fenag, AudiCaixa, Social Caixa e Fenacef, além de delegados sindicais e pessoas que passavam pelo local. Foi animado pela dupla Canandes, composta por Lili Fernandes e Dudu Castilhos, e teve distribuição de camisetas, bótons e salada de frutas. Os lançamentos regionais, depois de Porto Alegre (RS), seguem acontecendo pelo Brasil. Nos próximos dias, mobilização #ACaixaÉTodaSua em Curitiba (PR), Recife (PE) e Florianópolis (SC).

*Com informações da Fenae.

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